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19/01/2018

Resenha | Sob os olhos do delírio- Fábio de Andrade

Vocês já sentiram dificuldade pra fazer uma resenha? Porque vou dizer uma coisa pra vocês, essa me custou, e não digo isso de uma maneira ruim, pelo contrário, tive que ficar dias remoendo as palavras lidas.Mas por fim, eis a tal.

Sob os olhos do delírio é divida em três contos:
➸ O horrível fim de José de Alencar (que não é o autor, nem se iludam, kkk)
➸ Em casa
➸ Obmen-01

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O primeiro conto começa com o senhor Alencar escrevendo uma carta na qual conta os fatos horrendos que ele viveu nos últimos dias.

"Eu era um quase velho normal, até chegar em frente a sentinela da rua Moscoso, a recém abandonada casa 89."

José de Alencar tem 70 anos e, em uma caminhada que resolve dar certa manhã, acaba sendo atraído por uma casa abandonada. Por causa de uma chuva, ele decide entrar, mas é a curiosidade que fala mais alto do que a necessidade (e nesses momentos a gente grita pros personagens saírem, né? Mas eles são teimosos, assim como nós que não desgrudamos os olhos das páginas, mesmo sob o conselho do narrador dizendo pra não continuarmos. Achei isso massa).

Ao abrir a porta da casa abandonada, José de Alencar abre a porta do horror. O negócio já tava se mostrando ruim desde o exterior, começando pela aldrava de bronze com um cachorro alado (negócio bizarro, zulive, meu povo) e a cor da casa: vermelha. Eu sabia que ia dar treta, mas Alencar não me escutou.

Enfim, dentro da casa acontece o maior espetáculo de horror e quando pensamos que era tudo alucinação do velho, Fábio joga uma batata quente em cima de nós, e descobrimos que o velho realmente tinha razão em ficar tão alucinado. Eu fiquei: o queeee?

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Em "Em Casa", vamos acompanhar a história de Alfredo, um senhor de 60 anos e que é casado com Lúcia. 

"Não seja tolo, Alfredo. Daqui a pouco já estaremos em casa."

Acompanhamos a agonia do persongem para visitar sua esposa, sentimos seus sentimentos de saudade, o seu amor, e sua corrida para chegar à sua senhora, e é nesse ponto que está o impacto do conto, quando fazemos uma grande descoberta. 😱

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"Foi então que percebi que a loucura e a paixão são duas irmãs egocêntricas."

O último conto é mais voltado pra ficção científica. Nikolai trabalha como enfermeiro em um hospício russo, Muskov, mas ele começa a nos narrar sua história preso em uma cela do Muskov, na qual está armando um plano, com ajuda de Dimitri, um paciente, para salvar sua amada Nadezkha. Ela entrou no hospício quando ainda ele era enfermeiro e Nikolai acabou se encantando pela jovem. Mas certo dia descobriu que o governo queria recrutar pacientes para experimentos com relação a personalidades, tendo controle delas através de comprimidos, e Nadezkha estava nessa lista, então para salvá-la ele teria que entrar também. Enfim, é um conto bem doido e no final você se pergunta: quem é o mais pirado, Nikolai, Nadezkha, eu ou o escritor? haha.

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Os contos estão bem escritos e o Fábio consegue nos prender. Fiquei agoniada com o primeiro conto, queria logo saber o que Alencar tinha pra revelar, mas quando ele o fez, não sabia o que pensar. Uma característica que me pareceu interessante foi a questão do narrador, todos em 1ª pessoa, dialogar com o leitor. Ele nos aconselha e parece conversar conosco, e isso nos aproxima e nos faz mergulhar na história. Ele atrai nossa atenção e no final nos joga uma bomba.

Fábio consegue mexer com nossas emoções, explorar nosso medo, faz com que nos sintamos na pele do personagem e implorar por socorro. Ele brinca com nossa sanidade, em certos pontos tudo me parecia confuso, mas quem disse que a loucura, o medo, é linear? haha. Acho que o título faz juz aos contos, inclusive a disposição de palavras já nos mostra que o que vamos ler está longe de ser "reto", "perfeito", "certo".  Seus contos têm uma narrativa mais tranquila no início, se movimenta no meio e explode no final. É uma escrita que flui e nos faz agonizar. Confesso que, apesar de curtos, demorei dois dias pra ler os contos por conta da densidade das cenas, das informações. É o tipo de escrita, de hitórias, que exige um leitor ativo, que construa um significado que talvez não esteja ali, ou que enlouqueça tentando, haha. E se eu pudesse escolher um dos contos, escolheria o primeiro. Aquele final me abalou, haha, 😰 tive que reler, gente.

Bem, agora só me resta recomendar muitooo a obra e deixar que vocês tirem suas próprias conclusões. Quem é amante de terror, vai gostar com certeza.

Vocês podem conhecer mais sobre o autor e seus escritos acessando o INSTAGRAM e o BLOG, e até solicitar ao Fábio os contos. Ele é muito amor, gente.

Um abraçao e até mais, se Deus quiser. 💗

Classificação:
🕮🕮🕮🕮🕮
Autor: Fábio de Andrade
Ano: 2017
Páginas: 26

15/01/2018

Parceria | Primeiras Impressões | A Saga Gorjam- Livro 1- Roberto Albuquerque

SINOPSE | COMPRA
Oi, gente, tudo bem?
Hoje vim trazer pra vocês as primeiras impressões de um livro que já está na reta final, é o livro do autor parceiro, Roberto Albuquerque. Vou falar algumas coisas de uma maneira rápida, vou deixar mais detalhes pra resenha, ok? 

A Saga Gorjam: Nas Terras de Ákia é o primeiro livro de uma trilogia. Neste primeiro volume somos apresentados a 5 Soberanias que formam o cinturão de Ákia: Ákia, liderada por Menaque, Asilé, cujo soberano é Messa, Zelá, representada por Balil, Dumé, governada por Samis e Carcondes, por Nok.

A Soberania central é Ákia. Cada Soberania é conhecida e representada por uma atividade, sendo que todas estão ligadas pelo comécio entre si.

Vamos acompanhar neste volume a guerra que explode e que ameça as Soberanias e dispersa seu povo. Lokar, soberano de Nantel, junto com Azelom, soberano de Manson, ambas terras além do Grande Mar, invade as soberanias e as toma, tornando seu povo escravo. Alguns conseguem fugir, é o caso de Lamel, Nira e Cotã, filhos de Menaque; Balil, Franes e Jemá, pai e filhos, respectivamente; Kiara, filha de Nok, Messa, Fená e Suna, o soberano, sua esposa e serva, respetivamente; Barneq, filha de Samis, cuja soberania é a única que se mantém de pé quando as outras caem.

Mas nem todos estão juntos, cada um desses personagens, no começo do livro, segue seu rumo e depois acabam se encontrando. Mas será que conseguirão restituir seus impérios arruinados? Eis a questão.

Para sobreviver a este caos instaurado, esses personagens, a maioria deles, vai contar com uma figura importante, Nemaim, um gorjam. O que era apenas uma lenda passada de boca em boca por gerações, agora parece se concretizar em forma de ajuda. É graças a ele que as princesas Nira, Franes e Barneq sobrevivem às cavernas e aos perigos existentes na região. Elas são levadas para o Vale Gorjam, um lugar com total vitalidade, onde as mãos humanas ainda não chegaram.

A narrativa é situada em um período após a Grande Inundação (O dilúvio) e traz a tona um personagem que existiu nesse período, o Gorjam, que será explicado no livro 2. O livro tem intercalação entre as Soberanias, os capítulos são longos, mas por causa dessa intercalação a leitura flui muito. A escrita do Roberto é cativante e nos faz mergulhar em cada cena. E, gente, ele sabe surpreender o leitor, viu? Tô descobrindo cada coisa. A partir da página 250, mais ou menos, o negócio fica (in)tenso. Vou deixar pra falar mais na resenha, haha, mas só lhes deixo uma afirmação antes de ir:

"Vocês não conhecem os Gorjans." 😉
Livro mais que recomendado!💗 Estou formando um book tour com o livro, se algém tiver interesse, me envia mensagem pelo IG ou pelo email: mirellealmeida-sv@hotmail.com ou mirellealmeidaoliveira1995@gmail.com

Se quiserem adquirir o livro, deixo disponível as redes sociais onde encontrarão informações sobre a obra e o autor:
❤ Comprar
❤ Site
❤ Instagram

Beijos e até a próxima, se Deus quiser. 💗

10/01/2018

Resenha | Death Note- Tsugumi Ohba

Escrevo está resenha em 6 minutos e 40 segundos...

Então, muitos devem ter ouvido e visto o grande barulho que foi a adaptação do mangá Death Note feito pela Netflix. Então trago aqui no blog para vocês a primeira resenha sobre um mangá, Death Note, escrito por Tsugumi Ohba e a arte feita por Takeshi Obata, e o grande veredito (assim, meu, né, se valer kkk): Death Note é bom ou ruim?


A sinopse é a seguinte: "Light Yagami é um estudante promissor, mas que está muitíssimo entediado por ser o mais inteligente do que todo mundo. Tudo isso muda quando ele encontra o Death Note, um caderno deixado na Terra por um Shinigami (deus da morte) renegado. Qualquer humano que tiver o nome escrito no caderno morrerá. Light jura usar do Death Note para livrar o mundo do mal, mas a teoria de que os fins justificam os meios não é bem aceita pela polícia".

Ah, cara, um caderno que mata pessoas, que parada caída, mó ruim.

Bom, algumas pessoas podem pensar assim, principalmente se viram só o filme (que não representa em nada, apenas em título, o mangá). A história vai trazer um grande questionamento que vai ser respondido por cada um que o ler: o que é a justiça?

Para responder essa questão durante a história, temos o lado do Light Yagami, que vai ganhar o nome de deus Kira, e o L, o melhor investigador do mundo, e no meio dos dois temos o imparcial Ryuk, o Shinigami que deixou o caderno cair no mundo dos humanos de propósito apenas por um motivo, ele estava entediado, assim como Light.

Em um mundo que a criminalidade está em níveis absurdos, Light escreve diversos nomes no caderno, e quando conhece o Shinigami, ficando levemente surpreso, acaba por surpreender o Ryuk.

"Sabia que outros cadernos já tinham circulado pela terra no passado, mas você foi o primeiro a acabar com tantas pessoas em apenas cinco dias!!!"

O caderno tem varias regras, você escreve o nome de alguém, mas precisa ter o rosto dela em mente, isso não afetará outros com o mesmo nome. Após escrever o nome, você tem 40 segundos para dizer como a pessoas vai morrer. Se não, ela morre de ataque cardíaco. Depois de escrever a causa mortis, você tem 6 minutos e 40 segundos para dar detalhes dela. Com tantas mortes súbitas por ataque cardíaco, fica claro que algum fator sobrenatural ou alguém, está envolvido. E nisso entra a polícia em ação, o L, que na minha opinião é mais inteligente que o Kira.

L é um garoto de aparência estranha, viciado em doces e que praticamente não dorme. Ninguém sabe seu nome nem viu seu rosto (#Kiramagoado). Defende que a justiça não deve ser feita com as próprias mãos. Ele acredita que a paz não se alcança com a  violência. Isso nos leva à decadência. E ele tem apenas duas regras:
 "Primeiro, eu nunca erro. Segundo, se eu errar, volte pra primeira regra".

A história se torna uma batalha de inteligência absurda e bem escrita, com reviravoltas impressionantes e que te prendem do inicio ao fim.



Também temos como personagem importante Misa, uma celebridade que se apaixona por Kira e vem o ajudar na sua nova era de justiça. Como ela aparece um pouco depois, não tem como me estender sobre a mesma sem soltar spoiler e a resenha já tá gigante! Perdão.

Death Note é um mangá muito inteligente e difícil de escrever sem dar spoiler. Personagens marcantes e que você acaba amando e odiando. Uma leitura que indico para qualquer pessoa, sou um carinha legal, kkk. Leiam e digam, de que lado você está, L ou Kira?

E se você achasse um caderno assim, o que você faria?

Na minha opinião, o mangá Death Note é uma obra prima!

Classificação:
🕮🕮🕮🕮🕮
Autor: Tsugumi Ohba
Editora: JBC
Ano: 2013
Páginas: 400
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