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12/07/2017

Poesia | Soneto ao inverno - Vinicius de Moraes



Inverno, doce inverno das manhãs 
Translúcidas, tardias e distantes 
Propício ao sentimento das irmãs 
E ao mistério da carne das amantes: 

Quem és, que transfiguras as maçãs 
Em iluminações dessemelhantes 
E enlouqueces as rosas temporãs 
Rosa-dos-ventos, rosa dos instantes? 

Por que ruflaste as tremulantes asas 
Alma do céu? o amor das coisas várias 
Fez-te migrar - inverno sobre casas! 

Anjo tutelar das luminárias 
Preservador de santas e de estrelas... 
Que importa a noite lúgubre escondê-las?

Vinicius de Moraes,
Londres, 1939

2 comentários:

  1. Vinicius é Vinicius, o resto é resto! Linda escolha!

    Mi, indiquei seu blog para o Prêmio The Mistery Blogger Award, dá uma passadinha no meu cantinho!

    http://mundoliterariodacecy.blogspot.com.br/2017/07/premio-mistery-blogger-award.html

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  2. OI, Mirelle!

    Que lindo! Amei!
    Bjs,
    Drica.

    ResponderExcluir

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